Notas de viagem 2

Dessa vez, foi Crateús. Fomos nós quatro visitar familiares e se aventurar nas terras dos Inhamuns. As crianças estão curtindo as novidades do sertão: bichos, plantas e pratos típicos. A hospitalidade das pessoas é uma característica marcante. As mesas amplas e fartas são um convite à boa conversa e a degustação. As fotos de família recordam histórias pitorescas e saudosas, que cativam os visitantes de qualquer idade. Encontramos o fazendeiro, vaqueiro e poeta popular Manoel Teles. Ele nos brindou com suas cantorias de cordel. Aguardava a chegada de um amigo desafiante que estaria ali durante uma vaquejada, no dia seguinte.

Marcou-me também os momentos junto ao povo de Deus. Os valorosos irmãos presbiterianos, incansáveis na luta pelo evangelho. As mulheres habilidosas com as mãos e zelosas na oração pelos seus filhos que ainda não estão no Caminho. Vi a esperança no rosto de cada amada e a ardente expectativa de ajuntar seus queridos todos debaixo das asas amorosas do Senhor.

Cidade festiva. Muitas vezes, caída nos enganos da alegria que desvanece. Minha oração por ti, Crateús, é que o Altíssimo te cubra com a sua sombra protetora e tu venhas a conhecer a verdadeira alegria que há em Cristo, Rocha eterna.

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Notas de viagem

Viajar é sempre um prazer para mim. Viajens longas ou curtas, preferencialmente com a família. No feriado de 19 de março, estive em Quixadá, minha terra natal.
Eu queria registrar na minha cidade algumas imagens que para mim são maravilhosas!
 
Os monólitos quixadaenses sempre me chamaram a atenção. Lembro-me de que era motivo de grande satisfação, há alguns anos atrás, avistar suas siluetas originais despontando no horizonte, a cada viagem de volta à casa de meus pais, quando estudava em Fortaleza. Era a certeza de que em poucos minutos estaria em casa novamente. Isso é bom e doce de recordar.
 
Então, de posse da minha camera, fiz todas as fotos que pude. Essas formações rochosas são únicas. Esculturas de pedra talhadas pelo Criador com arte imponente. Aprendi a admirá-las depois que parti de lá. A distância nos faz enchergar melhor as coisas belas que estão ao nosso redor. Na minha infância, essas paisagens eram comuns. Eu tinha uma grande pedra no meu quintal, a Pedra do Cruzeiro. Quantas vezes nós crianças subíamos ali para brincar nos esconderijos, tendo o cuidado, é claro, de não se aventurar em subidas mais ousadas, já que a pedra também era cercada de mistérios e histórias fantásticas.
 
Desde 2002, o monumento natural dos monólitos de Quixadá é reconhecido por Lei federal, mas isso parece não ter garantido uma melhor preservação do patrimônio natural. Ainda vemos construções e inscrições de propagandas sobre os inselbergs, desconfigurando a paisagem e ameaçando o equilíbrio ecológico. É uma riqueza natural ainda pouco conhecida e aproveitada do ponto de vista do turismo.
 
Para mim foi um momento de contemplação. Também uma oportunidade de compartilhar na rede de amigos. Veja você mesmo.