O desafio de descansar em Deus num tempo de ativismo

Esse por acaso não é também o seu desafio? Quem não se sente um pouco culpado por não orar mais ou por não ter lido a Bíblia ao final de um dia de corre corre?

Recentemente, estive adoentada com sintomas de um estilo de vida despreocupado com a saúde. Cansaço, sonolênia, tonturas, infecções respiratórias repetidas. Todas as vezes que isso acontece, me pergunto a Deus como uma mulher cristã, que é esposa e mãe e ainda trabalha fora pode experimentar uma vida contemplativa, como Maria, sem descuidar de seus afazeres e da obra do reino. Algumas respostas Deus já me deu ao longo da caminhada. Outras ainda estou por descortinar.

Uma das coisas importantes é a disciplina. Não de forma restrita, mas ampla. Disciplina como virtude que se deve cultivar como planta medicinal para a alma. Disciplina para fazer as melhores escolhas e as mais difíceis. E depois disso, para perseverar nelas. Ouvi nesses dias que estudiosos do comportamento detectaram uma espécie de letargia, que leva os jovens a não tomarem nenhuma decisão causada, pasmem, pela variedade e quantidade de opções que se apresentam. Ou seja, hoje temos tantas opções que não conseguimos discernir entre uma e outra. A alma precisa escolher para viver. Se não fizermos as escolhas certas, ainda que tenhamos que pagar um preço por elas, estaremos sujeitos a seguir as opções que outros impuserem a nós, tornando nossa existência cada dia mais complexa e repleta de exigências físicas e emocionais.

A disciplina do ser faz bem ao corpo, equilibrando as entradas de energia com os dispêndios, pois aquilo que se come também é uma escolha ligada ao modo de vida que temos. Se prestarmos bem atenção, no meio evangélico, adotamos em nome da “comunhão”, uma rotina de comilanças desenfreadas e idas frequentes a restaurantes, que não está aquém da jactância que Paulo encontrou no meio da igreja de Corinto. Dizem até: crente não bebe, mas come. Certamente, o prazer do compartilhar o pão juntos no sentido cristão, não nos autoriza a ultrapassar os limites da moderação e do bom senso. Por outro lado, nunca foi tão necessário o exercício físico como forma de equilibrar nossos gastos energéticos e equipar nosso organismo para suportar a diversidade de tarefas que temos.

O sedentarismo tem prejudicado a qualidade do nosso corpo em dar as respostas certas para esforços simples, como abaixar-se sem correr o risco de uma lombalgia. O sedentarismo físico assemelha-se muito, ao que ocorre em nosso espírito, despreparando-nos para os embates da fé.

É bom poder refletir nisso e ver que o caminho da paz já está proposto. Resta-nos seguir. Recordo as palavras do Senhor: vê onde caíste, arrepende-te e volta às primeiras obras. Voltemos aos princípios de Deus que incluem o cultivo da disciplina como foi modelo para nós o próprio Jesus e todos os santos.

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